sábado, 23 de fevereiro de 2008

Divagando Com Os Olhos Do Meu Filho

Mais uma da série:
Vivendo em harmonia
( Siriú)
Conforme promessa feita à mim mesma na passagem do ano, debaixo de um céu tão estrelado que mais parecia uma árvore de Natal. Estou vivendo os primeiros tempos do ano 2008 de NSJC na paz. Aquele céu à beira mar, no meio de um apagão foi o incentivo que faltava para colocar as idéias em ordem, arrumar a casa e o coração. Pesar e medir os prós e os contras de tudo que foi vivenciado. Foi bom. Fiz a promessa e estou conseguindo cumpri-la, com capricho e esmero. Gratidão é o sentimento maior neste momento.


Os Olhos Do Meu Filho
Eu procuro me encontrar
nos inúmeros espelhos
que me fitam sempre atentos.
Não encontro o que procuro
apesar dos meus intentos.
O que busco nos espelhos
são os olhos de meu filho.
eu procuro me encontrar
debruçado em janelas
que me olham sempre aflito.
Não encontro o que quero,
engasgando o meu grito.
O que busco nas janelas
são os olhos do meu filho.
Eu procuro me encontrar
rogando ao infinito
o auxílio de avatares.
Não encontro o que busco
apesar dos meus pesares.
O que busco no universo,
são os olhos do meu filho.
Procuro encontrar o que almejo,
fruto de uma doação,
nessa sempre incansável corrida,
que aquece o coração.
Para conseguir continuar minha festa
e poder celebrar a vida
quero encontrar o que resta
do brilho do olhar do meu filho.
(Antônio Carlos Tórtoro)
Veni, vini, vici: (em português: "Vim, vi, venci")
é uma famosa frase supostamente proferida por Júlio César em 47 A.C.
Como ele, também eu vim vi(vi) e venci, muitas de minhas batalhas.
Outras com certeza virão.
Mas o momento é de trégua e gratidão.
Pugno Ergo Sum

Nenhum comentário: