Pegando o gancho ou a onda do Lulu SantosComo Uma Onda
(Composição: Nelson Motta)
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não éIgual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora
Há tanta vida lá fora, aqui dentro
Sempre como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como o mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo
Agora
Há tanta vida lá fora, aqui dentro
Sempre como uma onda no mar
Como uma onda no mar.
A máxima chinesa
“sempre a primavera, nunca as mesmas flores”
sintetiza o delicado e sutil relacionamento
entre o mutável e o imutável
no Universo e em nossa vida
As ondas vêm e vão!
O movimento de ir e vir é imutável,
porém constituído de dois opostos mutáveis:
as ondas vêm e vão,
o que simboliza as energias yin (contração)
e yang (expansão),
as duas polaridades opostas e complementares que,
segundo a filosofia chinesa,
estão em todas as coisas do Universo.
“A lição que podemos aprender com as ondas é a do desapego.
A vida traz e leva coisas, esse é seu curso natural e é assim que crescemos.
Esse fluxo abre espaço para a renovação.
Se o interrompemos porque desejamos apenas
receber e acumular o que chega, ocorrerá um desequilíbrio,
que pode ser devastador.
O movimento de ir e vir das ondas é idêntico ao da respiração:
inalamos o ar, retemos para absorvê-lo e, em seguida,
expiramos e reiniciamos o processo”.
“Uma árvore não é apenas o que se vê externamente.
“Uma árvore não é apenas o que se vê externamente.
Do mesmo modo, o ser humano não é
só aquilo que se apresenta aos nossos olhos”.
Faça chuva ou faça sol, os rios correm para o mar.
Seja qual for o ponto do planeta em que o admiremos,
o Sol nasce no leste e morre no oeste.
O céu estará sempre acima de nossa cabeça e os pés plantados no chão.
As ondas vão e vêm, repetindo infinitamente a mesma coreografia.
E, tão previsível quanto esse movimento do mar,
é o fato de a noite suceder o dia.
“São essas referências fixas da natureza
que dão a sensação de estabilidade de que precisamos para viver.
A mesma natureza que oferece exemplos práticos de constância,
persistência e nos assegura que amanhã
o mundo continuará no mesmo lugar
e terá a mesma conformação ensina outra lição
que soa quase paradoxal:
duradouro não é sinônimo de estanque.
As coisas só se perpetuam, pregam as filosofias orientais,
porque são constituídas de partes mutáveis.
“É a transformação que torna as coisas permanentes “
A natureza sempre repete o caminho natural.
Podemos aprender com ela que tudo é um processo,
que podemos ser mais felizes se seguirmos o fluxo natural das coisas
e não tentarmos reter o que precisa ser transformado”.
Os filósofos taoístas lembram que o amor,
como tudo o que é vivo, pode morrer.
No I'Ching a imagem do hexagrama 23, "Desintegração", é clara:
uma fruta madura cai no chão, se desintegra e torna a semear a terra.
Isso sinaliza que a relação cumpriu o seu ciclo.
E como a dor e a morte fazem parte da natureza humana,
será necessário aceitá-las e preparar- se para seguir sozinha.
Porém, não há escuridão que dure para sempre
e o conselho dos sábios é manter a fé na vida:
"Quando o infortúnio esgota suas forças, retornam épocas melhores.
A semente do bem permanece".
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